![]() | A história de Poços de Caldas tem seu início na descoberta das suas fontes e nascentes de água a 45 ºC na área que passou a ser conhecida como Campos de Caldas, no final do século XVIII, por Bandeirantes que vinham em busca de ouro e pedras preciosas. Como não fossem ali encontrados ouro nem pedras preciosas, tal parte do território ficou desabitada até a época da decadência da mineração de ouro, atividade que foi sendo substituída pela agropastoril. No começo do século XIX, a fama das virtudes terapêuticas das caldas foi superando o medo provocado pelas crendices. A fama do poder curativo das águas se espalhou rapidamente, fazendo com que um grande número de pessoas, na maioria doentes, enfrentassem diversas dificuldades para chegar às fontes devido a inexistência de um povoado e as dificuldades de acesso ao local. Desde o início do século XIX, o local das águas e região adjacente estava sob administração de Caldas (nome que vem do latim "calidu" que significa "águas quentes"). A fama das águas continuava crescendo, mas nada ainda havia sido feito para receber os visitantes. |
Para usufruir dos banhos sulfurosos, um dos freqüentadores das fontes foi o fazendeiro José Bernardes da Costa Junqueira que, encontrando excelentes pastagens, acabou por requerer do Governo Imperial uma sesmaria, a qual foi dividida entre os seus quatro filhos. Em 1826, foi elaborada uma primeira planta do local, indicando nascentes de fontes, ranchos erguidos para enfermos, cemitério e área para construção de um hospital e de algumas casas. Pouco depois, Joaquim Bernardes da Costa Junqueira um dos filhos de José Bernardes da Costa Junqueira, adquiriu dos outros irmãos toda a propriedade e fundou a Fazenda do Barreiro, dedicando-se à criação de gado e dando início a um povoado que seria o núcleo da futura cidade de Poços de Caldas (barreiro era a designação dada, em Minas Gerais, para fontes perenes de águas minerais). Enquanto isso, o número de visitantes aos poços de águas termais aumentava.
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![]() | Em 6 de Novembro do ano de 1872, a Família Junqueira doa uma área de 96 hectares de suas terras para o estado, depois que o Senador Dr. Joaquim Floriano de Godoy, interessado pelas águas, manda desapropriar os lotes ao redor das fontes, indenizando os proprietários. Estava assim inicializado o nascimento de Poços de Caldas. Em 1889, a cidade foi desmembrada do distrito de Caldas e elevada à categoria de vila e município. Origem do nome: Segundo Pedro Sanches Lemos, a explicação para a origem do nome de Poços de Caldas está no fato que as fontes termais, originalmente, eram barreiros ou bebedouros onde animais silvestres saciavam sua sede. E os bandeirantes usavam estes mesmos barreiros, que chamavam de poços, para dar água a seus animais e pela qualidade dela fizeram uma analogia com Caldas de Portugal. Ao longo do tempo a cidade teve vários nomes até chegar a Poços de Caldas: Nossa Senhora da Saúde das Águas de Caldas, Nossa Senhora da Saúde de Caldas, Nossa Senhora da Saúde de Poços de Caldas e Águas Virtuosas de Caldas.
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Até a década de cinqüenta, a principal fonte de receita do município era o turismo. As primeiras indústrias de porte instalaram-se nos anos 70, explorando as grandes jazidas de bauxita. Vieram a Alcominas, produzindo lingotes de alumínio, a Fertilizantes Mtsui, a Celanese do Brasil, de fibras químicas para têxteis e a Termocanadá que produzia cabos elétricos de cobre e alumínio. Mais tarde, Alcominas e Termocanadá passam ao controle da Alcoa, constituindo a Alcoa Alumínio SA e a Alcoa Divisão de Cabos e Condutores. Ainda nos anos 70, a Laticínios Poços de Caldas iniciou sua produção de iogurtes com a tecnologia da Francesa Danone. Até esta época, a agroindústria voltada basicamente para o mercado regional era a principal atividade do município. A Laticínios de Poços de Caldas ampliou também suas instalações. A produção de São Paulo foi toda transferida para a fábrica local. A instalação em Poços de Caldas de uma indústria que utilize quantidade significativa de fundidos de alumínio é altamente estratégica. A economia de energia seria significativa. Esta indústria poderá adquirir da Alcoa o Alumínio Líquido, primário, processo que ela já adota na fabricação de condutores. A Alcoa é hoje a maior empresa de Poços de Caldas. Suas atividades: pesquisa de recursos de subsolos, extração de bauxita e outros minerais, transformação de bauxita em óxido de alumínio e lingotes de alumínio e produção de condutores elétricos. A Celanese, que passou a chamar-se Celbras, foi incorporada pelo Grupo Sinasa. Em 1995, associa-se à Rodhia, dando origem à Rhodia Sther, primeira indústria a fabricar resina pet na América Latina. A atividade industrial representa hoje cera de 57,26% da arrecadação municipal, contra 18% do setor primário e 18% do terciário. O parque industrial instalado no município conta ainda com as indústrias Ferrero do Brasil, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Mitsui Fertilizantes, Mineração Curimbaba, Cerâmica Togni, Sanitex, entre outros.
Hoje, cerca de 97% das empresas do município são de pequeno porte (até 29 funcionários). Entretanto, 27% dos empregos estão concentrados em 14 empresas de grande porte (+ de 250 funcionários) que representam apenas 0,3% do total. Alcoa Alumínio S.A., DANONE, Ferreiro do Brasil, Phelps Dodge do Brasil Ltda, Mitsui Insulmos para agricultura, M&G Fibras e Resinas(antiga Rhodia Sther), Amcor White Cap, Mineração Curimbaba, Companhia Brasileira de Alumínio(CBA), Cerâmica Togni e Sanitex, Pradolux, Gessy Lever, Frigorífico Tamoyo,Frigonossa(frigorífico nossa senhora da saúde), Lambari Exportacao , entre outros estabelecimentos comerciais como: Armazém Vila Nova, Newmann Gepp, White Martins, Cooxupé
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